“Amo, como o vendedor de frutas, gritando alto na necessidade da fome.
como o rejunte na parede, imortalizado pelo lodo companheiro que flora.
como as sílabas confusas, indecisas, na má grafia do semi-analfabeto de 70 anos.
como sua boca proeminente de aparelho azul claro, que produz um sorriso singular.
como a flor corajosa que perfuma, esquecida num canteiro de obras.
Amo, com aquela necessidade profunda que exala do peito e nos diz que estamos na vida.”
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