“Foi quase anteontem
que nos conhecemos.
Hoje,
sentado na cozinha,
revejo teu corpo esnobe
de menina doce.
No remelexo de sua tenra idade.
Ah, menina! Se tu soubesse!
O quanto meus olhos
ainda pedem por mais.
Nestes meus atrasos
que não consigo explicar.
Mas a vida é assim, não é?
Cheio de reviravoltas,
no intervalo brusco
das propagandas.
Somos dois delinqüentes
no cubo fechado da razão.
Eu respiro seu ar,
sem o menor convencimento.
E te digo, sussurrando:
(Bem que criei para ti, uma utopia, bem lá, no fim do infinito, onde todos os sonhos desabrocham)”
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