“Deitado na cama pensando, ouço o som do gotejar da bica mal fechada.
Se é na cozinha, não sei.
Queria chorar,
mas não consigo.
Queria desaguar lágrimas e lágrimas, num rio de sofrimento, de meus olhos ao colchão da cama.
Mas não consigo.
Esta minha dor que dói, é dor de qualquer outro, em outro lugar qualquer que não conheço.
Queria evitar,
mas não consigo.
Odiar a todos e viver de escrever o que tenho no bálsamo de meu âmago.
Mas não consigo.
Não consigo evitar essa besteira que bate a minha porta, e diz que ainda há vida, e que só sorrisos e lágrimas, nos esperam lá fora.”
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