sexta-feira, 30 de julho de 2010

“Deitado na cama pensando, ouço o som do gotejar da bica mal fechada.


Se é na cozinha, não sei.

Queria chorar,
mas não consigo.


Queria desaguar lágrimas e lágrimas, num rio de sofrimento, de meus olhos ao colchão da cama.

Mas não consigo.


Esta minha dor que dói, é dor de qualquer outro, em outro lugar qualquer que não conheço.

Queria evitar,
mas não consigo.

Odiar a todos e viver de escrever o que tenho no bálsamo de meu âmago.

Mas não consigo.

Não consigo evitar essa besteira que bate a minha porta, e diz que ainda há vida, e que só sorrisos e lágrimas, nos esperam lá fora.”

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