“Estou vivo, com a intempérie do tempo procurando minha cabeça.
Soluço um ar chamuscado.
Penso nas mais inalcançáveis vitórias, de formigas contra os deuses.
E como me importo.
Me importo com os países menores que meu bairro.
Com o fogo eloqüente dentro das cabanas, dos meninos e meninas traficantes da morte de Angola.
Do titilar das chaves na mão do rapaz em convulsão.
Eu faço sexo com as estrelas de-cadentes.
E desço do palco ladrilhado da sociedade, para dentro dos tumultos de minha loucura
só minha.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário