sexta-feira, 30 de julho de 2010

“Já faz tempo que aqui não me aparece.
Só sinto o cheiro bom de seus cabelos que ecoa dos pequenos redemoinhos de pétalas.
É a natureza em festa.
O estampido sussurrante dos beija-flores que pairam no ar.
Das libélulas procurando por anjos.
Do universo que se esgueira nos olhos da onça.
Ela tem a face morena dos dias mais felizes do verão.
O bronzeado adocicado das praias desertas.
O olhar ingênuo e malévolo dos seres que habitam outras dimensões.
Talvez seja eu, com esta vontade desnaturada de sentir tranqüilidade. De buscar aquilo que quer se manter escondido.
Se ouço sua voz, logo, me bate o desejo de andar de ônibus por aí.
Sem destino.”



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